terça-feira, 15 de maio de 2012

Deixe que pensem, que digam, que falem



Nem vou tentar explicar porque tenho essa vontade louca de morar fora. Posso dizer que foi a fase do intercâmbio dos 15 anos que eu não vivi. Ou posso dizer que detesto o Brasil e quero sair daqui nem que seja por um tempo. Ou é mais fácil não explicar, porque ninguém vai entender direito mesmo.

O importante é que depois de muito sonhar, imaginar, conversar, pesquisar, CALCULAR e chorar, eu consegui. Aliás, eu e Osório conseguimos. Se ano passado alguém tivesse dito: “Você vai morar fora ano que vem.” Eu iria rir. Porque apesar de querer demais eu não conseguiria imaginar que a tal quimera se tornaria realidade. E de tanto querer, e tanto perturbar, Deus decidiu me concedeu o pedido em dobro.
Eu sei que vai ter gente que vai me julgar e dizer que sou doida, mas o fato é que antes de ir estudar e trabalhar no Canadá, eu vou ser DISNEY SUPER GREETER!! E não ligo a mínima pra quem disser: de novo? tem outro canto pra ir não? 

Mas minha gente, o que eu posso fazer se quando eu nasci Deus disse: Desce lá e corre pra Disney!? O que eu posso fazer se simplesmente amo aquele lugar, aonde eu me sinto completamente em casa?!

Enfim, o processo começou em janeiro e sem muita fé eu e Osório mandamos os currículos meio desacreditados, porque já tínhamos mandado pro Guest Relations em 2010 e 2011 e não havia dado em nada. E além do mais, a gente estava mesmo era focado no processo do Canadá. Mas aí passamos pra tal entrevista em São Paulo e só nos restou ir bem na época que a gente tava deixando o apartamento e do trabalho ao mesmo tempo. Então a gente tava quase virando monge tibetano de tanta tranquilidade estava nossa vida. E como a gente gosta é de viver com emoção olha como foi o dia da entrevista.
No e-mail da colhega STB eles diziam que a gente TINHA que chegar lá com passaporte em mãos. Belheza. Mas aonde estavam nossos lindos passaportes?  Chegando do consulado Canadense. Quando chegamos a moça da STB avisou que a gente só precisava mesmo do passaporte na hora da entrevista. E ficou a dúvida: que horas é isso, minha senhora? Pois sim, Regina Maluta a moça super cute que é brasileira e mora em Orlando há vinte anos e trabalha pra levar os brasileiros viciados em Disney  pra ficarem lá juntinhos dela, vendeu o peixe super bem, me deixou insana pra ir, ainda mais quando eu ouvi as palavras CURSO e HARVARD. Pirei massa cinzenta. Mas essas foram praticamente todas as palavras que escutei porque tudo em que eu pensava era: cadê meu passaporte?? Sortearam os horários das entrevistas e a nossa era praticamente a primeira. Aí que o negócio apertou. Decidi ir comer e espairecer enquanto Osório esperava. Porque ele não se estressa, ele espera. Literalmente engoli o salgado da bodeguinha da frente, nem consegui senti o gosto direito. E quando eu voltei para a salinha de espera, lá estavam eles, lindos, quadrados e azuis. Mas eles não tinham vindo sozinhos. Recebemos também os documentos do Consulado canadense para fazermos os exames. Ou seja, o visto já estava 50% concedido. Só faltava mesmo fazer os exames e enviar para o médico registrado do Consulado do Canadá e se a gente estivesse saudável e eu não estivesse grávida ou coisa assim, o negócio era 100% garantido.
Na hora da entrevista eu já tava com aquela cara de felicidade porque eu vislumbrava que poderíamos abater duas lebres com uma martelada só: trabalhar na Gisney e correr pro Canadá. Sei que ficamos puxando papo com o povo que também esperava lá fora pra ver a cara da Regina nos chamando pela porta. Quando entrei, rolou uma conversa super legal sobre nossos magical moments, nossos planos pro futuro, yada yada. Sei que a fofa disse que eu só tinha que levar a Certidão de Casamento e o pessoal do Housing ia nos colocar juntinhos num AP.
Mããããs, estou achando esse post muito longo e acho melhor contar o resto depois.

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