quarta-feira, 20 de junho de 2012

Disney: muito mais do que uma caixinha de surpresas

Finalmente achei um tempinho para parar e escrever. Hoje vou falar como foram meus primeiros dias por aqui.
Diferente da outra vez que vim, essas primeiras semanas foram lentas, nada muito corrido. A primeira coisa que a gente fez depois de ser alojado e ir comprar no Walmart foi ter folga. Tivemos tanta folga que hoje me dá saudades daquele tempo livre. O negócio é que não podíamos ir pros parques porque não tínhamos o cartão da Disney. O que nos restou foi visitar outras coisas da propriedade.
Quem já veio aqui e jura que é tudo sempre a mesma coisa, está simplesmente completamente enganado. Toda vez que venho aqui descubro que a Disney é um baú de surpresas. Em Março descobri o Disney's Boardwalk e aproveitei para visitá-lo de novo em um desses days off. Somos levados de volta à década de 30 e 40 passeando pela "calçada" de madeira em volta do lago que tem hoteis, restaurantes e bares.


 O Jellyrolls é um bar que tem duelo de pianos. Mas a linda aqui não entrou porque não estava com o passaporte. Lá também tem o Kitchen Sink um sorvetão com várias bolas de sorvete e vários toppings de todos os tipos desde banana e kiwi até bolo dentro. Temos que comer rápido porque se não fica só a meleca. E nem pense em comer sozinho porque é impossível; Convide logo umas seis pessoas para ir participar deste momento lindo com você. Lindo porque o restaurante para, a atendente anuncia seu prato, todo mundo bate palma e você ganha dez segundos de fama. E tudo isso por 20 dolares. Dessa vez nem comemos porque tinha uma espera de uma hora e meia para sentar no restaurante.

 Outro ponto lotado do Boardwalk é o Bar do ESPN. Lá dá pra ver lutas e jogos e tomar uns bons drink! Mas na minha opinião, a melhor atração de lá é o lobby. Assim que entra, você se sente no auge da riqueza. Os detalhes, a decoração, as luzes, é tudo tão lindo que sua boca vai abrindo à medida que você vai entrando. E quando fui entrando me sentia invadindo a propriedade alheia, porque é riqueza demais pra mim.

No outro dia, já que todo mundo estava liso, mas não queria perder tempo fomos dar uma de ryyccos e visitamos os resorts. Começamos pelo que foi recentemente inaugurado: o Disney's Art of Animation. Na verdade ele não está todo completo, só o Hotel de Procurando Nemo, por enquanto. Soube que essa semana liberaram o hotel do Carros, mas ainda falta o da Pequena Sereia e o do Rei Leão.

 Não posso descrever o que é o lobby deste hotel. Só sei que você se sente em um filme. Tem uma parede imensa com várias imagens de filmes de animação que dá vontade de ficar o dia inteiro olhando, tirando fotos e repetindo: que lindo, que perfeito. 





Quando as portas abrem você se sente em um aquário a céu aberto.






As pessoas que andavam com a gente não são nada curiosas, então resolvemos discretamente explorar o ambiente. E descobrimos o hotel ainda fechado do Carros. Mais uma decoração perfeita. Mais um AAHH.  Até a hora em que um cast member avisou que não podíamos estar ali de forma alguma. Imagens em primeira mão. Nunca canso de admirar esse cenário.










Voltamos para o Nemo e alguns foram tomar banho de piscina. Mas eu, que não queria molhar o cabelo e nem estragar minha linda roupinha decidi torrar na sombra mesmo. Ai fui informada de mais uma surpresa: tem música embaixo da piscina. Segundo depoimentos dos meus amigos banhistas a música é super nítida embaixo d'água. Mesmo assim, não quis jogar os cabelos no cloro nem que fosse para soltar bolhas de fascinação lá do fundo da piscina. 


Fomos discretamente informados que visitantes não podem tomar banho, apenas os hóspedes. Too little too late.  E foi melhor sair logo de lá. 


Quando estavamos na fila do onibus, metade do grupo quis ir pro Animal Kingdom Lodge e a outra (eu inclusa) queria conhecer o Caribbean Beach. Mas a fome falou mais alto e descemos no Downtown Disney para  comer. Downtown Disney é mais uma area da Disney que se divide em restaurantes, Cirque du Soleil, Disney Quest e outras lojas. Antigamente existia uma complexo de boates chamado de Pleasure Island e todos os cast member podia entrar de graça. Mas por ter muita gente caindo de bêbada na frente das crianças que saíam do Cirque du Soleil, todas as boates foram desativadas. O que restou de balada por lá foi a House of Blues que se transformou em mais uma boate que não tem nome de boate. 


O Cirque du Soleil tem sempre o mesmo espetáculo: La Nouba. E vale muito a pena ver.  Os ingressos variam de 80 a 120 doletas.
O Disney Quest é um prédio só com jogos super divertidos. Também paga, mas acho que não é tão caro quanto um parque.


Agora, se o seu negócio é cinema ou comida, vá ao Planet Hollywood. O lugar é um museu do cinema aonde se come. E a comida é maravilhosa. Meio cara, mas deliciosa. Dá pra ver os figurinos originais de vários filmes e até o banheiro é pra ser admirado.


 Além disso tudo, ainda tem a parte das lojas. Tem a loja da Disney, claro. Tem uma da Lego, tem a da ESPN e outras que nem lembro mais. E ainda dá pra fazer um passeio meia boca de balão. O bicho sobe, mas fica amarrado direto e depois de dez minutos lá em cima, cabou-se. De qualquer forma estou muito a fim de fazer porque para quem trabalha aqui custa apenas dez dolares. E acho que isso vai ser o mais perto de um passeio de balão que experimentarei. 




Voltando para meus dias de folga, posso dizer que depois de muita deliberação e conversa fomos pro Rain Forest Cafe. Esse restaurante que simula uma floresta tem os preços mais carinhos do que estamos acostumados. Mas o que não é caro na Disney? E nem desconto nós temos. Comi um hamburguer misturado com uma massa que o Osório pediu. Foi um festival de carboidrato maravilhoso. Vale lembrar que como diz o nome do restaurante, de tempos em tempos, existe a simulação de uma tempestade lá dentro. O lugar escurece, o trovão quebra no ar e os raios sapecam pelo restaurante. Pra ficar mais real, só falta a chuva em si.


 Pra completar nossa gordura pedimos uma sobremesa chamada de Volcano, que se constitui de várias colunas de brownie estufadas com sorvete de baunilha com calda escorrendo em cima. E claro, o restaurante também para quando a sobremesa é anunciada. 


De pança cheia, erramos o caminho e fomos bater no Saratoga Springs, ou como ficou conhecido por nós, o Serratonga Springs, mas nem entramos direito, porque ficamos com aquela cara de turista perdido que invade o espaço alheio. Voltamos para Downtown Disney e pegamos o bus para o Caribbean. 


Descobrimos que o hotel tem apenas SETE paradas de onibus e a piscina fica na terceira. Os prédios do hotel foram batizados com o nome de várias ilhas do Caribe. Não lembro o nome da que entramos, mas sei que a decoração no lobby parece uma cidadezinha antiga com janelinhas arredondadas e casas baxinhas. 
Dessa vez tomei banho de piscina só do pescoço pra baixo e até usamos as toalhas dos hóspedes. Só a felicidade. Arrumamos nossas coisinhas e rumamos para o Ticket transportation center. E com muita emoção peguei mais uma vez o monorail. Fomos para o Polynesian, que é um hotel ligado ao Magic Kingdom. A decoração dele é mais rústica e é um dos mais caros da Disney. O jantar no Ohana's é um banquete delicioso. 


Passamos pouco tempo lá porque queríamos aproveitar o por do sol na  "praia" do Grand Floridian. Mas deu tempo de falar com o Pedro que trabalha no restaurante e pegar mais um Monorail. E dessa vez ficamos totalmente fora de contexto quando entramos no hotel mais caro do Complexo. Luxo não descreve o hotel. O lustre vale dez vezes mais do que meu carro. E a decoração é de outro mundo. Quando descemos do monorail entramos logo no segundo andar e a sensação de descer as escadas carpetadas é de tirar o fôlego,
Infelizmente, a parte da praia estava fechada para reforma e nem pudemos chegar até o Wedding Pavillion. Os meninos aproveitaram a hot tub e a piscina e umas nove horas corremos como pessoas pobres que somos para pegar o ônibus de volta para nossos dormitório.
Esses foram os dois dias de folga. No próximo post eu falo do trabalho e do Traditions.

Xeru Brasil!

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