Foi numa segunda feira calorenta e
abafada que aconteceu o “maior evento brasileiro” no Canadá. Claro que não
chega nem aos pés do Brazilian Day em Nova York, mas mesmo assim dá pra
movimentar a cidade. Era feriado por aqui, dia do trabalho, a cidade estava
lotadaça. Peguei meu querido Street Car e desci na estação na St. Andrew para
pegar o metrô. Desci na estação da Queen que é dentro do Eaton Centre, o maior
shopping dessas áreas. Aí eu me deparo com a cena em plena Dundas Square com
Yonge Street: barracas de comida brasileira.
Eu salivei mil vezes quando vi as
gordurosas coxinhas ofertadas com Guaraná. Mas meu estômago embrulhou quando
escutei o preço: 4 dólares uma mísera coxinha menor do que a minha mão e 3
dinheiros da Rainha uma latinha de Guaraná.
Já vi que estava mesmo em terras brasileiras. Atravessei a rua e fui
comer no Popeye’s, uma rede de fast food, com muito mais comida e gordura
também e saiu muito mais barato.
Depois da minha primeira desilusão
voltei para a rua e fui apreciar a multidão. Em determinados momentos eu
pensava que estava no meio do Carnaval do Presídio, só faltava a goma e os
paredões de som. Em outros momentos eu tinha certeza que estava no centro da
cidade em plena Praça do Ferreira, com as conversas tipicamente brasileiras e também
por causa do povo feio! OW PO-VO FEIO! Confesso que mesmo assim fiquei até
saudosa da minha terra.
Fomos para o meio da praça que não
estava muito lotada. Foi só então que percebi que não tinha só brazuca. Tinha
era um monte de gringo de todas as raças no meio da galera. Uns chicanos
procurando mulher, uma família de indiano apreciando nosso jeito de dançar,
umas gringas tiazonas curtindo a fuzarca, uns gringos mais jovens tentando
entender que marmota era aquela.
Aí chegou Serginho Groisman e todo
mundo ficou feliz até perceber que ele não estava bom e começar a cometer uma
gafe seguida da outra. Quando ele pediu para mostrarem as bandeiras dos times,
adivinha quem foi lá pra frente?? Osório, óbvio.
Depois chamaram a Drupa Sertaneja
Universitária que nunca vai se formar, Jorge e Matheus. Pouca gente conhecia as
músicas deles e ele tiveram que improvisar cantando até Mamonas Assassinas. E
adivinha o que aconteceu no meio do
show? Briga, é claro. Jogaram até cerveja no pobre do cantor, mesmo ele dizendo:
Gente, tá sendo filmado, fica feio pra gente e bla bla bla.
Bom, depois de eles cantaram tche
che, tchu tcha tcha, ai ai, ui ui,
delicia, nós seguimos para o metrô. Nos despedimos do Maycon, Belle e Enzo que
iriam pegar o avião logo depois e voltamos para a house.
As barraquinhas com comidas típicas
Olha o nilviu das colegas
Vai um galeto na chapa?
Uma muvuca de gente
A minha alegria ao segurar a bandeira
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Esqueçe essa timidez e me conta o que você achou!