sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Brazilian Day Toronto- uma singela homenagem ao sete de setembro


Foi numa segunda feira calorenta e abafada que aconteceu o “maior evento brasileiro” no Canadá. Claro que não chega nem aos pés do Brazilian Day em Nova York, mas mesmo assim dá pra movimentar a cidade. Era feriado por aqui, dia do trabalho, a cidade estava lotadaça. Peguei meu querido Street Car e desci na estação na St. Andrew para pegar o metrô. Desci na estação da Queen que é dentro do Eaton Centre, o maior shopping dessas áreas. Aí eu me deparo com a cena em plena Dundas Square com Yonge Street: barracas de comida brasileira.
Eu salivei mil vezes quando vi as gordurosas coxinhas ofertadas com Guaraná. Mas meu estômago embrulhou quando escutei o preço: 4 dólares uma mísera coxinha menor do que a minha mão e 3 dinheiros da Rainha uma latinha de Guaraná.  Já vi que estava mesmo em terras brasileiras. Atravessei a rua e fui comer no Popeye’s, uma rede de fast food, com muito mais comida e gordura também e  saiu muito mais barato.
Depois da minha primeira desilusão voltei para a rua e fui apreciar a multidão. Em determinados momentos eu pensava que estava no meio do Carnaval do Presídio, só faltava a goma e os paredões de som. Em outros momentos eu tinha certeza que estava no centro da cidade em plena Praça do Ferreira, com as conversas tipicamente brasileiras e também por causa do povo feio! OW PO-VO FEIO! Confesso que mesmo assim fiquei até saudosa da minha terra.
Fomos para o meio da praça que não estava muito lotada. Foi só então que percebi que não tinha só brazuca. Tinha era um monte de gringo de todas as raças no meio da galera. Uns chicanos procurando mulher, uma família de indiano apreciando nosso jeito de dançar, umas gringas tiazonas curtindo a fuzarca, uns gringos mais jovens tentando entender que marmota era aquela.
Aí chegou Serginho Groisman e todo mundo ficou feliz até perceber que ele não estava bom e começar a cometer uma gafe seguida da outra. Quando ele pediu para mostrarem as bandeiras dos times, adivinha quem foi lá pra frente?? Osório, óbvio.
 Depois chamaram a Drupa Sertaneja Universitária que nunca vai se formar, Jorge e Matheus. Pouca gente conhecia as músicas deles e ele tiveram que improvisar cantando até Mamonas Assassinas. E adivinha o que aconteceu  no meio do show? Briga, é claro. Jogaram até cerveja no pobre do cantor, mesmo ele dizendo: Gente, tá sendo filmado, fica feio pra gente e bla bla bla.
Bom, depois de eles cantaram tche che, tchu tcha tcha,  ai ai, ui ui, delicia, nós seguimos para o metrô. Nos despedimos do Maycon, Belle e Enzo que iriam pegar o avião logo depois e voltamos para a house.

As barraquinhas com comidas típicas

Olha o nilviu das colegas

Vai um galeto na chapa?

Uma muvuca de gente

A minha alegria ao segurar a bandeira

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