Como eu já disse no outro post o outono já chegou e agora só precisamos curtir o friozinho antes do friozão. Mas eu quero falar mesmo é de dois eventos completamente distintos dos quais eu participei.
O primeiro foi o Nuit Blanche que é um evento roubado dos franceses. Segundo meu professor, o negócio começa oficialmente às 19:03 do sábado e só termina às 4:00 do domingo.
Nós só fomos sair mesmo às 22 do sábado e a cidade estava completamente lotada. Primeiro, fomos ver uma exposição no hotel. Mas além de hiper lotado, a exposição era um tanto quanto estranha, o que me fez lembrar dos idos tempos de UFC, quando eu ficava tentando entender a tal da arte. Dessa vez, eu desisti por completo e fiquei apenas olhando o estranho se desenrolar na minha frente. Mas cinco minutos de apreciação, fiquei morta de calor e corri pra rua. Andamos pela Queen Street com o objetivo de chegar à prefeitura, para ver o show de luzes de lá. Estávamos em um grupo de 8 pessoas que se dispersavam por motivo nenhum. Era gente fantasiada de um lado, doidos correndo pelo outro. Mas apesar de estar tudo lotado, não havia sinal de briga. Talvez porque as pessoas aqui não podem beber no meio da rua. Aparecer com uma latinha na mão na calçada é crime, viu?
Entrávamos e saíamos de galerias cheias de exposições loucas e divertidas, mas o melhor da noite foi um grupo de hippies/ homeless que estavam dançando no meio rua rodeados de gente. E o que nós fizemos? Fomos dançar também, obviamente. Primeiro as meninas, depois os meninos, depois todos juntos.
Quando todo mundo parou, a fome bateu e pegamos um street car (lotadaço) pra ir comer. Achamos uma creperia e claro que eu pedi o lindo crepe de morango com Nutela. Aí ninguem queria mais ir pra Prefeitura que ainda estava longe. Ainda tínhamos que pegar mais um street car pra ir e ainda estava muito frio pra ficar caminhando. Ainda bem que não fomos mesmo, porque começou a cair um chuvinha chata que piorou mais ainda a temperatura. O choque mesmo foi ver a King Street, que é super movimentada sempre, estar fechada para carros. Pra chegar em casa foi uma eternidade. Os ônibus estavam sendo desviados, ficou tudo meio confuso, resolvemos vir andando e ainda ganhamos umas rosas no meio do caminho.
A outra coisa que aconteceu por aqui foi o Thanksgiving. Aqui ele é comemorado na primeira segunda-feira de outubro e se refere à chegada dos primeiros europeus aqui. Como os canadenses são muito espertinhos, colocaram na segunda pra sempre ter um feriadão em outubro. Mas nós comemoramos no domingo na casa da Doroty. Antes de ir, tive que ir comprar um vinho pra não chegar na casa alheia de mãos abanando. Aí lá fui toda serelepe no supermercado e pergunto pra mocinha: onde está o vinho? Ela faz aquele cara estranha, faz uma checagem rápida pra ver se eu não sou aparentemente doida e avisa: só tem vinho no LCBO. Aí a louquinha aqui faz cara de quem já sabia e sai. Eu tinha esquecido completamente que aqui só tem um lugar pra se comprar bebida. O LCBO que siginifca Liquor Control Board of Ontario é a única loja que se vende bebida. Ela é controlada pelo governo. É isso mesmo. Não tem bodeguinha ou butequinho pra ir comprar pinga. Tem que ir no loja do governo.
A comemoração em si foi bem abrasileirada e foi só uma desculpa pra juntar brazucas e falar daquele jeito que nos é peculiar: alto e estridente. E claro, muita comida. Teve pão de queijo, peixe, batata doce e até peru. Chegamos lá pelas seis e fomos embora depois de dez porque Osório e Daniel tinham que dormir cedinho pra jogar tênis no outro dia.
Agora não temos mais feriadão até dezembro. O jeito agora é trabalhar mesmo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Esqueçe essa timidez e me conta o que você achou!